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Uma família ingleza Scenas da vida do porto

Chapter 7 REVISTA DA NOITE

Word Count: 3033    |    Released on: 06/12/2017

almo?o, ás horas a que muita gente encetava a séria e importante tarefa da

?o que te

uados n?o deixaram nunca desfallecer a anima??o. Entrei no theatro, um pouco atordoado e um pouco

ezar

que a tua carta m

remors

e um inferno o theatro, verdadeiros demonios aquellas insulsas

fic

auctorisasse a retirada. Já vejo que nem ideia fazes sequer

ravuras inglezas, que estava na mesa.-Mas é devéras est

outros muitos est?o n'

Jenny, fitando os olhos nas

s pro

iava nada do que em torno de mim succedia. A final, porém, por fazer alguma c

irm?o a vista, com

alheia n?o é espectaculo de que nos venha conforto, quando o infortunio no

lado e

; para o la

d'esse lado do cora?

, sor

a a tua santa paciencia, que aqui venho

i que t'o estava a ler no rost

io qu

rles! Que

Ao meu lado esquerdo, do lado do cora??o, como dizes, estava um dóminó feminino, fitando-me de uma ma

rguntou Jenny, pre

igeiramente sobre o hombro em postura de tanta languidez e melancolia, e n'esta posi??o a sêda da mascara descobria-lhe um canto de labios e um princ

rapidez com que te

por descuido estudado, se afasta um pouco, o preciso... o conveniente... Porque na maior parte dos rostos ha pequenos pontos fracos, que a mascara artificiosamente

de t?o pouco te sirva o tanto que

buli?osas, como folhas de alamo, que morrem por ser adivinhadas. Era uma cabe?a scismadora, melan

singula

?ar assim em qualquer rosto, que nas mais fei??es destroe d'esses primores parciaes. E n'este

irigiste

N'um baile de mascaras prescinde-se das apresenta??es, ridicula inven??o d

nsformou n'um sorriso o

nn

s con

os bailes de familia. A final de contas, irmanzita, eu, que arranjei por ahi, n?o sei bem como, a rep

deira, desafiou em Jenny um gesto de duvida, que

i á minha sympathica vizinha. Perguntei-lhe se estava muito fatigada. Ahi t

certo que na

atigada d'isto tudo do que espe

este?... S

cólica seriedade. Ficamos a conversar um com outro, amigavelmente, innocentemente, assim como eu converso agora comtigo. E... queres que te diga? havia até alguma cousa do teu fallar, maneiras de dizer tuas, na conversa d'aquella rapariga; e era isto talvez o que me impunha certo acatamento par

tou Jenny, fingi

mais por...-n?o obstante o favoravel conceito que continuo a fazer da desconhecida-mas... por labios que... n?o sei ainda... que n?o tenho a certeza se ser?o dignos d'isso. Passadas duas horas talvez n'este inoffensivo conversar, chegaram, já fartos de alvorotar o

ita

pias assim a lamental-a ..

acas

contendores, n'esta esgrima de palavras, tinham de reserva armas, de que ella n?o podia servir-se. Foi ent?o, ao reconhecer isto, que se mostrou inquieta e ergueu-se para retirar-se; seguimol-a; á porta do s

y, juntando as m?os, e fixando no irm?o um o

. Ent?o que queres tu? N?o te dizia eu que havia

harles, n?o te arrepe

??o me competia. Feito isto, segui-as. Ao principio tudo foram effus?es de gratid?o á minha nobreza de caracter, ao meu cora??o, aos meus sentimentos, etc., mas, quando nos livramos das ruas mais ce

am-te e tu... Isso já n?o é de g

erosas eram ellas. E demais, esses pedidos seriam sinceros? A regra

que uma

siar uns bailes de mascaras á tua moda. Supp?es que todos estes dóminós eram

que o disseste, v

e collocava, admittindo a hypothese e

ecusaram tirar a mascara e sobretudo a tal, que eu mais desejava saber quem era. ás tres horas e meia estavamos aqui defronte de casa, aonde me tinham trazido manifestamente para me tentarem a entrar. Resisti á tenta??o e transpuz, sem hesitar, a porta, conti

tu?

eu re

Cha

que lhe poderia fazer muito m

ás veze

final, a rapariga disse-me com uma voz chorosa e na qual me pareceu descobrir tant

N

por ti que ella me pediu e fêl-o ajuntando as m?os com tal cand

ndeu a m?o

triumpha sempre no teu co

vores da irm?. Dir-se-hia que aquellas palavras lhe es

e momentos, terminou por

es que n?o mere?o... repugna-me esta hypocrisia; custa-me deveras, mas

or

verdade que... condescendi... sim... mas n?o t?o desinteressadamente

q

tempo a face e que a lan?ou n'uma especie de deses

uziu o gesto

descobrir quem ella seja. Além d'isso cumpri religiosamente o promettido, renunciando a acompanhal-a, o que me custou devéras; ainda hoje me p

Mas, como cedeste em meu nome, quasi me tiraste o dir

foi isso de toda a aventura o que me

que retire ainda o perd?o que já te dei. Que mais terás a pezar-te

n?o tenho

e opini?o de si! Visto isso, ten

veres de q

m sabes os deveres que

t?o, de cidad?o,

vae! Por quem és, Jenny!

agora só de uns, que me par

al

ns ido ao es

nt?o era d'isso que me querias fallar? Be

s lá

u

N

lá n?o vou, ha... mas...

? N?o é o trab

abalh

t?o

n?o para trabalhar; a minha coopera??o o mais que faz é impacientar o bom do homem, distrahir os outros caixeiros e alterar a ordem methodica dos papeis commerciaes. Eu vou só para fingir que entro n'aquellas cousas, para representar de commerciante, embora n?o penetre em nenhum dos segredos ou transac??es, em que anda empenhada a firma. Hoje lembram-se de me communicar o principio de certo negocio, do qual se julgam depois t?o dispensados de dizer-me o

essa ociosidade, porqu

l, mas n?o nos encarregamos das fadigas da sua educa??o. Comtudo, já uma ou outra vez tentei trabalhar, por descargo de consciencia; mas lem

t?o pouco se exige de ti é

azes lá ideia! Odeio a

; abo

já hoje se queixou das tuas falt

nde que seja, estou resolvido a f

Jenny, encolh

? queres qu

orqu

que já é

será se te

s emm

tantos dias n?o apparece. N?o tenho querido que lá vá nenhum criado, porque, por mais que lhes recommende, todos

ar sacrificios: por isso lhe lembrou esta visita de caridade a uma das muitas p

motor d'aquella machina commercial, o que lhe está imminente. O homem dá ao demo o meu auxilio; mas que t'

o do irm?o-Olha, Charles, o pobre rapaz tem a m?e

e bem. Eu n?o me lemb

o José, e n?o

irm?o, e saiu

Carlos appareceu na Pra?a Comm

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Uma família ingleza Scenas da vida do porto
Uma família ingleza Scenas da vida do porto
“Uma família ingleza Scenas da vida do porto by Júlio Dinis”
1 Chapter 1 ESPECIE DE PROLOGO, EM QUE SE FAZ UMA APRESENTA O AO LEITOR2 Chapter 2 MAIS DUAS APRESENTA ES, E ACABA O PROLOGO3 Chapter 3 NA AGUIA D'OURO4 Chapter 4 UM ANJO FAMILIAR5 Chapter 5 UMA MANH DE MR. RICHARD6 Chapter 6 AO DESPERTAR DE CARLOS7 Chapter 7 REVISTA DA NOITE8 Chapter 8 NA PRA A9 Chapter 9 foi, hontem mesmo, despachado para esse logar 10 Chapter 10 NO ESCRIPTORIO11 Chapter 11 JENNY12 Chapter 12 CECILIA13 Chapter 13 OUTRO DEPOIMENTO14 Chapter 14 VIDA PORTUENSE15 Chapter 15 IMMINENCIAS DE CRISE16 Chapter 16 VIDA INGLEZA17 Chapter 17 NO THEATRO18 Chapter 18 CONTAS DE CARLOS COM A CONSCIENCIA19 Chapter 19 CONTAS DE JENNY COM A CONSCIENCIA DE CARLOS20 Chapter 20 AGGRAVAM-SE OS SYMPTOMAS21 Chapter 21 MANOEL QUENTINO PROCURA DISTRAC ES22 Chapter 22 O QUE VALE UMA RESOLU O23 Chapter 23 EDUCA O COMMERCIAL24 Chapter 24 DIPLOMACIA DO CORA O25 Chapter 25 EM QUE A SENHORA ANTONIA PROCURA ENCHER-SE DE RAZ O26 Chapter 26 TEMPESTADE DOMESTICA27 Chapter 27 INEFFICAZ MEDIA O DE JENNY28 Chapter 28 O MOTIVO MAIS FORTE29 Chapter 29 FORMA-SE A TEMPESTADE EM OUTRO PONTO30 Chapter 30 OS AMIGOS DE CARLOS31 Chapter 31 PESO QUE PóDE TER UMA LEVIANDADE32 Chapter 32 O QUE SE PASSAVA EM CASA DE MANOEL QUENTINO33 Chapter 33 OS CONVIVAS DE MR. RICHARD34 Chapter 34 EM HONRA DE JENNY35 Chapter 35 MANOEL QUENTINO ALLUCINADO36 Chapter 36 A SENTEN A DO PAE37 Chapter 37 A DEFEZA DA IRM 38 Chapter 38 COMO SE EDUCA A OPINI O PUBLICA39 Chapter 39 JUSTIFICA O DE CARLOS40 Chapter 40 COR A-SE A OBRA