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Uma família ingleza Scenas da vida do porto

Chapter 2 MAIS DUAS APRESENTA ES, E ACABA O PROLOGO

Word Count: 2948    |    Released on: 06/12/2017

y, mimosa planta do Norte transplantada, aos dois annos, para o noss

enny e

os cabellos, lhes d?o uma apparencia t?o subtil e vaporosa, e, quasi direi, t?o celestial, que se espera a cada passo vel-a

ptentrionaes possuem tanto de vago, tanto de immaterial, que, junto d'ellas, apodera-se de nós, entes profanos e grosseiros, cer

hera de virginal castidade, no seio da qual esses

ian ao espirito de quem quer que foi seu auctor, d'aquellas virgens, que o bardo comparava á n

r de placidas, mas duradouras felicidades; o seio, sempre modestamente afogado no vestido liso e singelo, embora n?o tivesse o arfar voluptuoso, que arrebata as imagina??es, animava-se da ligeira ondula??o, denunciadora do sereno sentir da mulher, a quem Deus confia os destinos da familia; d'esses sympathicos vultos de m?e, de irm? e de esposa, por todos encontrados ou sonhados ao menos uma vez na vida, astros inaccessiveis ás violentas tempestades, que tantas v

os e desadornados cabellos louros, o olhar entre affavel e melancolico, a voz meigamente sonora e cadenciada, tudo emfim, de modo inexplicavel como variadas phrase

agrimas. Talvez nunca t?o violenta paix?o a chegasse a dominar até; porém, se nascesse, seria como essas plantas, que mal s

hada; mas depois, se o fosse, ou havia de consagrar-se na de esposa, de sublimar-se na de m?e, ou lentamente

u n?o sei de outra maior, do que a d'aquelles que concentram em si o soffrimento e suff

a ainda limpido, e am

escurecer do puro azul d'aquelles olhos amoraveis, eram os unicos vestigios das raras luctas travadas entre a sua ra

t?o raras como diaphanas, t

seio aquella mesma placidez

mbem os raios vivificadores dos sentimentos, que nos prendem á terra; mas,

?o do homem ateia? Mas um cobre de verdura os prados e de flores os ramos, e alumia o hemispherio inteiro; o outro c

padarios sagrados, que, em honra de Deus, illuminam o interior dos

es, que n'uns acalentam vicios, s?o n'elle

etes e ás orgias, consagrado no altar, transforma

para tornar em holocausto digno de

uitos respeitos,

ssára a infancia, onde sentira as primeiras commo??es da adolescencia, o despertar da vida

r?a de vontade, a pertinacia, o estoicismo, com que, em certas occasi?es, surprendia a quantos julgavam conhecel-o; vinham-lhe até, da mesma fonte, alg

r um generoso e compassivo cora??o, alma sensivel a todos os infortun

zia tambem verter, era elle o primeiro a accusar-se, a compadec

idos, como se poderia censural-o, quando, habituado a realisal-os maiores, n?o exigia tambem do

sincero até á rudeza desattenciosa, os seus maiores defei

era conserval-as no ordeiro meio t

, em momentos de exalta??o, conseguia romper com as generosas repugnancias do outro, a reac??o era infallivel, e este, mais tarde,

encerram e alimentam no propr

se viam juntos, poucas palavras trocavam. Quando mais solta se desenvolvia a loquacidade de Mr. Richard na presen?a do filho, era ao saborear os ultimos calices, depois do jantar de familia; mas, ainda ent?o, a conversa quasi se reduzia a uma especie d

s de lhe inspirarem os maiores sacrificios, e comtudo ev

chava,

e n?o supportam constrangimentos; ou

ns?es de uma alegria infundada, de um d'esses irresistiveis jubilos de crean?a, que, como tal, em puerilidades se revela. De

pios de decoro e de respeito ás praxes da etiqueta ingleza, exerciam sobre Carlos

azia na consciencia algum peccado de juventude a remordel-a, e que n?o confiava no seu poder de dissimular, furtava-se, quanto

ejara e precisara que fossem tambem comsigo; Deus sabe que esfor?os lhe custavam até estes sisudos ares de conven??o, t?o oppostos ao

, conservar sempre certo ar de hombridade e de quasi rudeza para com o e

s catecheses. Laconico, n'estas cousas, por systema e por espirito nacio

do a um abanar de cabe?a rapido e desapprovador, e a dois ou tres particulares estalidos de lingua, eram os signaes de impaciencia e de desagrado que Mr.

n?o se confiava despreoccupado a inteiro prazer; passava-lhe uma

prio o promettia, mas cêdo a promessa era esqueci

tir de Carlos p

ilia toda, a meiga, a benigna fada, cujo olha

cipicio, para lhe servir de amparo! Delgado e vacillante imaginar-se-hía aquelle bra?o, mas firme o sentia ella sempre ao ter de sustentar o irm?o na quéda i

stumára Carlos a vir contar a Jenny quasi todas a

uasi ao ceder á tenta??o de actos menos generosos, só para n?o ter de os confessar depois a este affectuoso juiz, e merecer-lhe um

á pena, n?o denunciando o delicto. A consciencia costumava cen

ervia-se d'esta duplicada influencia para harmonisar

Mr. Richard; com outra dissipava no irm?o as menores tendencias á insurrei??o, t?o naturaes á idade e temperament

mente contrahidas por Carlos, e a remediar todas as más consequencias das suas le

nseguisse de Carlos, ninguem

e expressa, valia por uma ordem imperiosa. E comtudo Jenny nunca procura

??o humano, toda a sua admiravel diplomacia feminina estava em saber fazer-se obedecida, brincando; em aceitar e a

engenhosamente tecida da parte de Jenny, em quasi to

ocrisia, com que Jenny, p

n?o perdem a sua candura. S?o sempre anjos. Ro?am com

studo dos caracteres. Observadores ha, que, após annos e annos gastos a viver com os homens, morrem em ingenua ignorancia a respeito d'elles; outros que, na solid?o do gabinete, perscrutam no proprio cora??o os segredos dos mais, decifram-os, porque, descobertas ahi as leis principaes e communs a toda a natureza humana, facil é adivinhar depois as secundarias, d'onde procedem as differen

fim, onde a habil contendora o queria levar, e, ao attingil-o, ficava surprendido de haver realisado, com t?o

r assim dizer, ás m?os de uma crean?a o caracter geral

seus, que mal vinha á ideia do bom gentleman, quando, muito convencido do que dizia, se jactava de ser firme nas suas resolu??es,

nto nos varios capitulos d'esta singelissima historia, em cujo decurso, desde já o declaramos, p

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Uma família ingleza Scenas da vida do porto
Uma família ingleza Scenas da vida do porto
“Uma família ingleza Scenas da vida do porto by Júlio Dinis”
1 Chapter 1 ESPECIE DE PROLOGO, EM QUE SE FAZ UMA APRESENTA O AO LEITOR2 Chapter 2 MAIS DUAS APRESENTA ES, E ACABA O PROLOGO3 Chapter 3 NA AGUIA D'OURO4 Chapter 4 UM ANJO FAMILIAR5 Chapter 5 UMA MANH DE MR. RICHARD6 Chapter 6 AO DESPERTAR DE CARLOS7 Chapter 7 REVISTA DA NOITE8 Chapter 8 NA PRA A9 Chapter 9 foi, hontem mesmo, despachado para esse logar 10 Chapter 10 NO ESCRIPTORIO11 Chapter 11 JENNY12 Chapter 12 CECILIA13 Chapter 13 OUTRO DEPOIMENTO14 Chapter 14 VIDA PORTUENSE15 Chapter 15 IMMINENCIAS DE CRISE16 Chapter 16 VIDA INGLEZA17 Chapter 17 NO THEATRO18 Chapter 18 CONTAS DE CARLOS COM A CONSCIENCIA19 Chapter 19 CONTAS DE JENNY COM A CONSCIENCIA DE CARLOS20 Chapter 20 AGGRAVAM-SE OS SYMPTOMAS21 Chapter 21 MANOEL QUENTINO PROCURA DISTRAC ES22 Chapter 22 O QUE VALE UMA RESOLU O23 Chapter 23 EDUCA O COMMERCIAL24 Chapter 24 DIPLOMACIA DO CORA O25 Chapter 25 EM QUE A SENHORA ANTONIA PROCURA ENCHER-SE DE RAZ O26 Chapter 26 TEMPESTADE DOMESTICA27 Chapter 27 INEFFICAZ MEDIA O DE JENNY28 Chapter 28 O MOTIVO MAIS FORTE29 Chapter 29 FORMA-SE A TEMPESTADE EM OUTRO PONTO30 Chapter 30 OS AMIGOS DE CARLOS31 Chapter 31 PESO QUE PóDE TER UMA LEVIANDADE32 Chapter 32 O QUE SE PASSAVA EM CASA DE MANOEL QUENTINO33 Chapter 33 OS CONVIVAS DE MR. RICHARD34 Chapter 34 EM HONRA DE JENNY35 Chapter 35 MANOEL QUENTINO ALLUCINADO36 Chapter 36 A SENTEN A DO PAE37 Chapter 37 A DEFEZA DA IRM 38 Chapter 38 COMO SE EDUCA A OPINI O PUBLICA39 Chapter 39 JUSTIFICA O DE CARLOS40 Chapter 40 COR A-SE A OBRA