da li
tabelecend
gido pelo que ha ahi de mais excruciante na terra: ?Despe o teu luto; enflora-te. Os que te mataram eram meus irm?os, mas quem te resuscitará serei eu. Com o sangue do cadaver, que desceu á tumba commum, regaremos as fl?res da tua felicidade futura.? N?o podia ser. Elle tivera raz?o quando disse: ?Supponha que um homem havia ferido mortalmente seu pae. Que esse homem viesse agora dizer-lhe, Rosina, que lan?asse ao fogo essa reliquia sagrada; que matára em nome da patria...? Referia-se a uma barreira insupperavel, e falava do ma?o de cartas, de um annel, de uma madeixasinha talvez. E{64} as cartas relia-as elle, e annel tinha um na m?o esquerda, tinto de sangue, que era talvez da pessoa cuja morte anhelava vingar. Que esperan?a podia, pois, ter Rosina no seu louco amor? Mas, por outro lado, quem ha de dizer ao cora??o que é loucura amar? Como havia ella, allucinada pela paix?o, de raciocinar comsigo mesma: ?Tu és a pobre Regnau, a vivandeira franceza, que acompanhas o exercito vencedor; elle é o soldado do exercito vencido, e vencido elle mesmo. N?o se póde tr
ular. Elle escolhera decerto essa hora para que a p
na, do offerecim
, respondeu ella es
o meu é que n?o é assim. Eu sou vil, rancoroso, sanguinario. Mas, ainda assim, em alguma hora da minha vida me é dado ouvir a voz do meu anjo da guarda. Depois a celeuma dos maus instinctos suffoca-a. é porém esta uma das horas em que o meu cora??o n?o é inteiramente perverso. Portanto lhe falarei com a maxima franqueza. Eu quero sair d'aqui, Rosina, livre, completamente livre, entenda-me bem. Só por sua interven??o o poderei conseguir. Mas, se me presta esse servi?o, quem lhe
é ahi brilhantes de copiosas lagrimas,
ivandeira Rosina, e dissesse, lan?ando-lhe um olhar de piedade: ?Bem te reconhe?o! Eras a pobre Regnau. Deste-me a liberdade. Estás morta. Que te hei de dar agora? Dar-te hei uma ora??o?. Isto me bastaria, senhor, que eu bem sei que n?o mere?o mais. Mas agora o caso muda muito do que eu havia pensado na minha tristeza. O senhor promette-me gratid?o. Que mais posso eu{66} invejar? A memoria de meu pae me perdoará, porque elle-disse ella com irreflectida candura-tambem am
subito, rubori
ch sobremodo admirado da sinc
u tambem queria se
ir-me! Sabe bem o que diz, Rosina? Sabe que atraz de mim caminhará sempre a morte, e
u n?o queria deixar de ser vivandeira... N?o se quesile, n?o? O senhor vae combater. Eu seguirei o exercito como até aqui, mas estarei sempre em sitio onde lhe possa acudir, e em vez de soccorrer um soldado francez soccorrerei o senhor se as balas o n?o respeitarem. O crime está só n'isso, e Deus m'o perdoará... Eu, depois que morreu o velho Regnau, o meu segundo pae, tenho vivido t?o sósin
innocencias d'anjo e impetos de mulher. N?o sabia se mais havia de admirar a originalidade do temperamento se a originalidade da revela??o. Come?ava a lêr na alma da vivandeira que o amava. Comprehendeu que el
a mariposa do
clareza da sua percep??o, quiz opp?r
rde essa coragem do seu bello cora??o para as batalhas do mundo, que toda lhe será precisa. Deixe-me ir até onde chegam todos os infelizes. N?o sabe que ámanh? posso encontrar a bala que me mate?... N?o será ámanh?,
o os infelizes. Já agora, eu, que lhe vou abrir o seu futuro, quero saber ao menos o sitio em que o s
ndida de haver sol
seu cora??o precisa de esquecer a minha
tempo com t?o energica e ao m
-lhe silenciosamente a m?o e escondeu no len?ol
trellas invade os hospitaes e as pris?es co
e ora sentia subir-lhe ao cerebro a frialdade glacial dos tumulos, ora a chamma abrazadora da congest?o. Assim esteve, sem dar
dade do ferimento. Duas vivandeiras, encarregadas de ficar de véla n'aquella noite, deixaram-s
utra vez ouvia-se trocar palavras entre as patrulhas que passavam
rias e dos carceres com o lutuoso aspecto
entrar cautelosamente na sala um soldado francez, que foi cam
speita de que Rosina o denunciára, e de que esse soldado, que tanto se arreceiava de
que momentos antes lhe pedia unicamente, a troco da liberdade promettida
mais para succumbir aos
do inferno, e se lhe requeimou a garganta como
pondo-o a dormir, talvez por ciume da barreg? com quem passára a noite,
nfamia. Luctaria bra?o a bra?o, encarni?adamente, s
to levantado, em posi??o de melhor se
soldado francez, conhecendo de certo o que lhe ia na alma, impuz
ou
ch reconhe
a vida. Como poderia elle receiar a aggress?o d'aquelle soldado franzino, gentil, cujos olhos, por meigos e luminosos, trahiriam
e, chimeras que o habito do sof
cada vez mais baixin
he deizasse cair ás m?os o fardamento d'um
a perder. Vi
is se condensavam, e a levantar do ch?o o saco d'olead
do. Nos olhos dos que dormiam havia as nuvens precursoras da noite eterna,{70}
continuavam a dorm
he Rosina trava
sceu conduzido
que se aproximava alguem, cump
respondeu: L'empereur;-e quando já a sentinella podia disti
a com ordens urgentes
a era, como calculam, a
apertou convulsamente o bra?o
dia, e a esta hora, lhe dei a li
pondeu elle
-se uma ronda, estugaram o
oso transito, os surprehen
sem que sentisse palpitar vertiginosamente o cora??o re
no que fariam e, n?o obstante serem ambos corajosos, quasi amedrontados. Só ent?o, chamados á rea
os na agua, e tanto bastou para se illuminar
uem se aventurou a
s, decorrido algum tempo, viram avisin
, a occupa??o franceza da cidade, que alguns barqueiros dos logares convisinhos, inteiramente privados
Rosina Regnau s
uniforme francez, mas Gra?a Strech a
onge. Salva-nos, e n?o te importe o mais. Afast
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