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O Annel Mysterioso, Scenas da Guerra Peninsular

Chapter 9 No.9

Word Count: 3240    |    Released on: 04/12/2017

vingan?a

grando Douro ac

rqueiro, n?o sem haver arrancado de si mesmo, com

zia isto! disse ell

-se para o

do nosso pobre exercito,

vae para lá o inferno, t?o certo como ser hoje 19

bes mai

iro relanceando um olhar de medo ao

omprehendeu-o,

bito n?o faz o monge? Aquelle soldado

! repetiu o

a que é... muda, disse sorrind

ente os olhos de Rosina Regnau, que encontrára n'esse momento, melhor ai

am hontem fogo á villa d'Amarante. Hoje de manh? havia uma prociss?o de gente que vinha fugida d

da os Portug

?o lembra agora! Elle tem as

ntou com ancieda

veira, deturpo

m os primeiros alvor

das margens, alanceada, porventura, de v

o barqueiro apontando para o sol nascent

barqueiro por uma fina intui??o de mulher apaixonada,

o arrependiment

camente com um gesto negativo

um soldado francez, s?o capazes de fazer fogo contra todos nós. Os diabos o jur

eramente Gra?a Strech.-Tens r

osina, traduziu o pen

er, observou o Tunante de Pé-de-Moira, com certo orgulho alegre

?a Strech, acceitou o offer

de poder fazer conc

trapos, que n?o valem nada. Assi

ambulancia e tirou com presteza o seu corpete,{74} s

erguntou Gr

hombros, como se aquelle

agua o

ntrámos n'este barco! Quererá tomar a serio o gracejo da sua m

te, me sinto preoccupada ao estudar

. n?o

bo do mar, era aquelle um mysterio impenetravel. Podia acaso acreditar que fosse realmente ali, em companhia d'um portuguez, uma mulher franceza, que lan?ára ao rio um

storia diz que, pouco depois da invas?o, o marechal Soult se vira fechado n'um circulo de cariciosas sympathias, e que eram rasgados os salamaleques dos que já se presumiam aulicos de D. Nicolau I. A historia refere que semelhantemente alguns foram os cora??es que se renderam á prepotencia de Junot, e que era contr

zes, e, se houvera adquirido maior conhecimento dos homens e das coisas, saberia que primeiro se verga ao tuf?o das paix?es a pa

ptuosidade, embalada nos bra?os vaporosos do vendaval, que s?o o

co está corroido pelos vermes ou

tinham as entranhas comidas pelas serpes da perf

que vae ser arrastada para longe do seu torr?o natal

nte lhe pungisse no cora??o uma vaga saudade das Ardennas; era finalmente um sentimento

o antes, se banquetearam e valsaram, no theatro de S. Carlos, em

m tablado a nivelar-se com o palco, o general Margaron, que fazia as honras da casa. Ao fundo da scena havia trez cadeiras de bra?os, que se conservaram devolutas até á chegada de Junot, e

uguezas. Ent?o come?ou o delirio da valsa, que rodou em circulos vertiginosos pela sala, até que a meio do tablado se abriu uma tenda de campanha, onde se serviu a cei

itado José Accursio das Neves-e espreitavam dos camarotes as viandas e as esp

de barril ao hombro, medida preventiva ordenada por Junot, para acudir

?o funccionaram por serem per

eatro de S. Carlos, na noite de 8 de junho de 1

orante

e do barqueiro, sen?o que para desculpar o cora??o e a mocidade da po

meu: era acompanhal-o. Bem; aqui vou ao pé de si. Mas depois? mas ámanh?? mas sempre? Procurar o exercito francez era entregar-me á morte. Seguir o exercito portuguez era denunciar-me no primeiro momento em que me ouvissem falar. E os resultados d'essa imprudencia facilmente se imaginam... Seriam tambem a morte... N?o, n?o, eu quero viver, preciso de viver, com o senhor e como o senhor. Viverá para a sua vingan?a; eu viverei para o meu... amor. Sim, pode acreditar na verdade d'esta palavra, aqui, a esta hora, depois, de eu haver ati

rech que

atalh

e elle obedece-lhe. O senhor diga-me tambem: ?Rosina Regnau, n?o te esque?as de que eu sou para ti o cego das Ardennas, o pobre Hubert?. Bem sabe que quando ha guerra n?o é difficil a gente enco

urou Gra?a Strech, pr

alhou-o

eu n?o poderei{78} voltar-me sequer, porque a louca será ao mesmo passo surda e muda. Se porém o calor da lucta n?o só fizer que se enfastie de mim, mas tambem que me odeie, como a pri

que a... amo. E quem diria, Rosina, quem o diria ha t?o pouco tempo ainda! Como é feito o cora??o do homem! O

elirantemente. N?o quero saber quem a

??o era o mais puro amor que ha na terra... A pessoa a qu

. Bem vê que o sentimento que esse annel lh

a! S?o d'ella tambem estas carta

s ente

. N?o as e

pessoa que possuia o annel? Que sua irm? lhe escrevesse

va este nome. O annel, cujo segredo n?o acredita, é{79} um legado de sangue... Sim, eu amo-a, mas nunca me pe?a mais do que eu lhe posso dar. Nunca me pe?a compaix?o, clemencia... Era impossivel! Sobre este annel jurei vingar-me. Bem vê que é delgado, fino, como o dedo que cingia. Pois elle é a unica barreira que póde haver entre mim e Rosina, quero dizer, o unico obstaculo que lhe prohibe a plena posse do meu cora??o... Viverei, sim, entre este annel e Rosina; entre a minha vingan?a e o meu

mesmo tempo que energica n?o era a alma d'esse homem! Cada vez o amava mais por que cada vez lhe parecia maior. E todavia, entre elles, t?o germanados pela impetuosidade dos sentimentos e pela virilidade do animo, medeava uma barreira, posto

, onde o barqueiro saltou em terra para ir buscar o fato promettido. Antes d'

s fi

ro. Por elles me exponho á m

s que n?o dirás a ninguem pala

senho

o o dinheiro que

h, saltando á margem, dizia

Amar

só tivesse sorrisos e

era aquelle o

iz inteiro. Immediatamente se assenhorearam de Valen?a e Vianna, tentando simultan

Silveira. Appareceu porém, refor?ada, no dia 15, travando combate em Manhufe e Villa Me? durante trez dias para dar tempo a socc

m rapido e habil movimento sobre Amarante. Os portuguezes o

fogo, na noite de 18, a toda a villa. A crueza do inimigo mais pareceu ati?ar a coragem dos nossos, cuja re

Amarante, á hora em que deixamos Gra?a Strech e

, encarecia no seguinte soneto a gloria do general Silveira, cuja tactica elle p

de fumo

enluta as ma

canh?o qua

lgum ter, fuzi

a outro lad

ssas crueis

as antiga

o francez a

anhoes, na?

seguimos v

arago?a, ei

a em nós a Eu

mplo quadro

bro, Palafo

rario, se topasse o poeta a versejar em ociosa inactividade, havel-o ia empurrado, no seu vivissimo odio contra os f

nsar metricamente Silveira[8], houve tambem so

a agora ser augmentado com um soldado que ser

Tamega eram frias n'aquelle tempo. Os po

eal e antiquissima villa de Amarante?. etc

francezes em Portugal?, por José Ac

pelo padre mestre dr. fr. F. de

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O Annel Mysterioso, Scenas da Guerra Peninsular
O Annel Mysterioso, Scenas da Guerra Peninsular
“O Annel Mysterioso, Scenas da Guerra Peninsular by Alberto Pimentel”