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O Olho de Vidro

Chapter 9 No.9

Word Count: 2513    |    Released on: 04/12/2017

e mo

sa

o agoiravam santos pr

er nascido no desterro, onde se finou seu pae. Lances d'estes eram vulgarissimos n'aquelle tempo. Declarou ella que sua m?e n?o se chamava Antonia, nem o seu appelido era Cast

res conjugaes entre duas receitas para conservar os cabellos, attribuiu como feito aos cabellos de Maria Santissima o soneto com que eternisára as madeixas de sua mulher. Vejam como elle o diz, querendo encarecer a formosura de um opulento cabello: ?Temos um heroico exe

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s, teus olhos

sto teu, que

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olhos me ent

os me ata a o

ticos; porém, como brinde á estremecida Josepha, é o melhor de que

ndo mez de nascido. Ora aqui tem, leitor sensivel, um quadro perfeito de felicidade terreal: cinco filhas e dois filhos, vivos e robustos, em nove annos. Dito isto, por mais que me eu aprimorasse em recamos do estylo e maviosidades de sentimento no descrever as venturas d'aquella familia, tudo me sairia froixo e muito em sombra. As creancinhas s

fficio. Concederam-lh'as sem hesita??o, porque os medicos, como senhores do arcano intimo das familias, eram os mais importantes sentinellas da pureza da fé. N?o só os s?os costumes, que tambem um livro de summa piedade e vasta erudi??o, lhe ganharam as honras e privilegios de familiar. Este livro, publicado em 1725, e ainda hoje relido com devotos fervores por quem sabe gastar com acerto e

depois que leu a obra de seu marido, reduziu-se á pureza da fé catholica, e revalidou as ceremon

is aqui o titulo d'este padr?o da medicina portugueza: ?Portugal medico, ou monarchia medico-lusitana. Historica, pratica, symbolica, ethica e politica. Fundada e comprehendida no dilatado ambito dos dois mundos creados, macrocosmo e microcosmo.? Estes dizeres podem chamar-se o cabe?alho do titulo, que se continua e

lli está. Como author de livros de medicina é vilipendio nosso que Braz Luiz seja contado na lista dos escriptores medicos, de par com os Zacutos, com os

s da chusma de charlat?es, naturaes e peregrinos, que se locupletaram entre nós, favorecidos pela crassa bruteza a que tinha descido a faculdade m

mas que me alcunhem de impertinente, vou dar-lhe em traslado coisa pouca d'este curioso livro, que é mais his

medicos e

m mercador; busca o nosso reino, e vende-se por um peritissimo physico hamburguez. E até entre os nossos o que é alveitar no Minho passa a ser medico no Algarve; o que é cirurgi?o na Extremadura vae buscar o gráo de doutor ao Alemtejo; e de boti

sa de um illustre, de um nobre, de um ecclesiastico; mas nunca de um pobre; e se ha achaque na casa, come?a logo o parabolano a desenrolar promettimentos, e que foi fortuna chegar elle a tempo em que podesse emendar o que os medicos tinham errado; porque a queixa só elle a conhecia, por ter já feito, similhante cura na p

e este remedio para se comp?r leva duzentas moedas de ingredientes. Se vossemecê quer que eu lh'o fa?a venham as moedas; e, se n?o se achar bom, n?o me dará nada pela cura. A isto responde o doente que é muito dinheiro-Bom remedio (torna o estrangeiro) faremos por ora só metade da cura, e n?o vem vossemecê a gastar mais do que cem moedas. Ainda é muito? Pois venham cincoenta. Assim vae duvidando um e outro, e abatendo, até que o alchimista para n?o ir de todo e

rso a critica zombeteira dos medicos mesinheiros,

ualquer das coisas denota o entranhado fervor com que o medico po

cados nobilissimos! Já n?o és arte de curar, és atalho de morrer; já n?o emendas os vicios do corpo, extingues as virtudes da alma; já n?o és triumpho das queixas, és flagello das vidas; já n?o és sciencia, és ignorancia; já n?o és arte preclarissima, és claro e clarissimo latrocinio. Os teus methodos de curar s?o modos de viv

id?o com que elle malsina a ra?a d'aquelle Heitor Dias da Paz, que vinte annos antes lhe estabelecêra a pens?o no real collegio de S. Paulo. Entristece a

e ar da minha terra, qu

e averiguar a ra?a, até á quarta gera??o, condicional indispensavel na investidura d'aquella honra, honra n'este mundo, e seguran

desconto da malqueren?a e odio com que

, vinte, trinta

vinte mil, s

milhares (S?

contar qua

sem conhece

uins aspecto

s?o de genio

stemunha o q

sei; uns ma

sneiroens qu

m escolher o

urros ha! (mai

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m por hi sem

o faltam medicos na monarchia medica-lusitana, que por este modo vivam apostolicamente. Em muitas cidades, villas notaveis e povoa??es grandes d'este reino, é para os seus medicos muito pouco o sustento e immenso o trabalho. Na arithmetica medicinal d'esta monarchia, multiplicam-se as visitas, mas nunca se accrescentam as pagas: poucas vezes os medicos cuidam em som

as no fim do anno, mas por tres paginas de um livro in folio, das quaes trasladei alguma

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O Olho de Vidro
O Olho de Vidro
“Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco foi um escritor português, romancista, cronista, crítico, dramaturgo, historiador, poeta e tradutor. Foi ainda o 1.º Visconde de Correia Botelho, título concedido pelo rei D. Luís. Foi um dos escritores mais prolíferos e marcantes da literatura portuguesa. Há quem diga que, em 1846, foi iniciado na Maçonaria do Norte,o que é muito estranho ou algo contraditório, pois há indicações de que, pela mesma altura, na Revolta da Maria da Fonte, lutava a favor dos Miguelistas como "ajudante às ordens do general escocês Reinaldo MacDonell", que criaram a Ordem de São Miguel da Ala precisamente para combater a Maçonaria. Do mesmo modo, muita da sua literatura demonstra defender os ideais legitimistas e conservadores ou tradicionais, desaprovando os que lhe são contrários.Teve uma vida atribulada, que lhe serviu muitas vezes de inspiração para as suas novelas. Foi o primeiro escritor de língua portuguesa a viver exclusivamente dos seus escritos literários. Apesar de ter de escrever para o público, sujeitando-se assim aos ditames da moda, conseguiu manter uma escrita muito original.Dentro da sua vasta obra, também se encontra colaboração da sua autoria em diversas publicações periódicas como O Panorama, a Revista Universal Lisbonense, A illustração luso-brasileira (1856-1859), Revista Contemporânea de Portugal e Brasil (1859-1865), Archivo pittoresco (1857-1868), A Esperança (1865-1866), Gazeta Literária do Porto (1868) (também chamada de Gazeta de Camilo Castelo Branco devido à sua extensa colaboração como redator), a revista literária República das Letras (1875), Ribaltas e Gambiarras (1881), A illustração portugueza (1884-1890), e a título póstumo nas revistas A semana de Lisboa (1893-1895), Serões (1901-1911) e Feira da Ladra (1929-1943) (font: Wikipedia).”
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