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O Olho de Vidro

Chapter 10 No.10

Word Count: 1713    |    Released on: 04/12/2017

xpat

para a India, em uma náo mercantil, o doutor Francisco Luiz de Abr

ue judaico, apressaram-se em fugir do territorio portuguez. No primeiro navio britannico aproado á costa do Malabar, conseguiram os incognitos e

e do chumbo, que da sciencia das drogas salutiferas. Corridos dois annos, como os bens de fortuna lhe sobrassem

ados. Hollanda era o paraizo terreal dos perseguidos hebreus. ?Em parte nenhuma do mundo,-escrevia Daniel Lavi de Barros-gosam maior segur

nte dos israelitas de procedencia allem?. Foi a primeira edificada e

Synagoga

del grand

mbre Bet Jaha

eblo de Jac

em 1673, o mais soberbo edificio que ainda hoje sobreleva a todos de Amsterd?o. No crer dos hebreus, aquelle templo era o milagre que Deus lhes havia promettido por

ida do filho de Antonio de Sá Mour?o para Hollanda. O pae de Heitor Dias da Paz, respondendo á carta, pedia-lhe com lagrimas que lhe n?o tirasse o pequeno, porque, além de magoar penetrantemente seu

de a fuga na náo da carreira da India, e o certo perigo que corria a crean?

velava á crean?a, por medo que a indiscri??o propria dos annos acareasse desconfian?as da espionagem, que sem treguas espreitava os actos dos judeus abastados. Mo

a Flor. O navio, que navegava para o Canadá, parecia que as ondas o tinham engulido e pulverisado nas profundezas dos seus abysmos. Nem a mais ligeira suspeita de qu

msterd?o com as esper

erd?o, entre as quaes tinha sido creado e educado o mocinho. Abriram-se as synagogas, e prostraram-se os de Israel, pedindo ao seu Deus que lhes redimisse da morte affrontosa do garrote e do fogo o manceb

roou o tribunal onde elle havia sido condemnado.27 Assim f?ra santificado um judeu portuguez, o qual, apenas a fumarada da fogueira lhe levou aos pulm?es as primeiras agonias, desataram-se-lhe os ferros, e foi arrebatado por um anjo, a tempo que os algozes exclamavam que o diabo o transportava em corpo e alma. Deus, para salvar o seu servo das angustias do supplicio hor

s annos in

de Dios la

rastra la

ser la sacra

era judeu, e se circumcidára no carcere. A constancia de sua morte obrigou o inquisidor geral a dizer que nunca vira t?o ard

a maxima cautela. Algumas pessoas foram disfar?adas a Coimbra, averiguaram com todo o resguardo, e nenhum esclarecimento alcan?aram. Ninguem dava novas nem rastreava o destino do mo?o. Eram obvias as raz?es d'esta ignorancia: Braz Luiz nunca em Coi

perguntar, como diligencia inutil, a paragem d'elle. Facilmente acreditaram que

do sol que voam sobre a lua.? O nome do author produziu estranho reparo em Francisco Luiz d'Abreu. Braz er

so filho?! Dir-lh'o-hia alguem, depois da morte de Heitor Dias da Paz? Por qu

gal onde reside o author d'

ita que Braz Luiz de Abreu era

estas palavras: ?Pessoa interessada em querer saber quaes foram ou s?o os paes

Sarmento, a quem devia

sua immensa d?r e pejo de n?o poder dizer cujo filho era, respondeu n'estes termos: ?Braz Luiz de Abreu responderia com um tagante ao judeu ou burro que lhe faz a pergunta, se n?o tivesse de ir longe procural-o a chatinar no templo

o medico. A carta dava sobre o sujeito os seguintes esclarecimentos: Tinha sido creado com frades, á custa d'elles se licenciára, e era familiar do santo officio, e denominado o Olho de Vidro, porque,

as, o hebreu acreditou evidentemente que este B

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O Olho de Vidro
O Olho de Vidro
“Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco foi um escritor português, romancista, cronista, crítico, dramaturgo, historiador, poeta e tradutor. Foi ainda o 1.º Visconde de Correia Botelho, título concedido pelo rei D. Luís. Foi um dos escritores mais prolíferos e marcantes da literatura portuguesa. Há quem diga que, em 1846, foi iniciado na Maçonaria do Norte,o que é muito estranho ou algo contraditório, pois há indicações de que, pela mesma altura, na Revolta da Maria da Fonte, lutava a favor dos Miguelistas como "ajudante às ordens do general escocês Reinaldo MacDonell", que criaram a Ordem de São Miguel da Ala precisamente para combater a Maçonaria. Do mesmo modo, muita da sua literatura demonstra defender os ideais legitimistas e conservadores ou tradicionais, desaprovando os que lhe são contrários.Teve uma vida atribulada, que lhe serviu muitas vezes de inspiração para as suas novelas. Foi o primeiro escritor de língua portuguesa a viver exclusivamente dos seus escritos literários. Apesar de ter de escrever para o público, sujeitando-se assim aos ditames da moda, conseguiu manter uma escrita muito original.Dentro da sua vasta obra, também se encontra colaboração da sua autoria em diversas publicações periódicas como O Panorama, a Revista Universal Lisbonense, A illustração luso-brasileira (1856-1859), Revista Contemporânea de Portugal e Brasil (1859-1865), Archivo pittoresco (1857-1868), A Esperança (1865-1866), Gazeta Literária do Porto (1868) (também chamada de Gazeta de Camilo Castelo Branco devido à sua extensa colaboração como redator), a revista literária República das Letras (1875), Ribaltas e Gambiarras (1881), A illustração portugueza (1884-1890), e a título póstumo nas revistas A semana de Lisboa (1893-1895), Serões (1901-1911) e Feira da Ladra (1929-1943) (font: Wikipedia).”
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