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O Olho de Vidro

Chapter 8 No.8

Word Count: 1678    |    Released on: 04/12/2017

na de

andava cortejando a aia grave da fidalga, sem respeito ao que devia á illustre enferma, e ao que devia á sua dignidade de medico. Os amigos aconselhavam-n'o, se

a as quaes o doutor olhava com a fixidez de quem só tem um olho. Assanhou-o, porém, o susto de ver-se ba

prudencia de fazer rir os amigos á custa da fidalga. Figurou-se-lhe que o mais contundente látego era a satyra em verso. N?o teve amigo que lhe aconselhasse juizo e d

A PE

esse teu d

ava estar sempre cal?ada de sapatos bordados a fio de ouro. As mais fidalgas chanceavam-n'a, na ausencia, por causa dos sapatos, e propalavam q

'esse teu

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que venha

pede a Deu

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e p?o pa

e nosso

te enca

de p?o no

s de ca

tinham rido, estavam aparentadas com D. Claudia. Chegou á noticia da dama a zombaria. Foi tanto mais funda a punhalada qua

igos, collegas d'elle, deploravam que um seu consocio no sagrado mister da medicina os desdourasse. A tempo conhece

á execu??o mediou algum pouco tempo, em que Braz Luiz, recolhendo alta noite, esteve a pi

o, intitulado Aguilas hijas del sol, que buelan sobre la luna. Representacion comica, tragica, triumphal de la inmorable victoria glorio

, como se isto n?o fosse já recommenda??o á obra, acresce-lhe o merecimento de ser representa??o comica, tragica e triumphante. Um livro assim, e os applausos com que a peninsula prova

faz. Aqui lhe transcrevo as palavras de Braz Luiz, e muito fa?o em prova do meu desprendimento de bens de fortuna, se n?o iria eu propriamente colher a erva, comprar os maninhos, e senhorear-me de Aveiro em poucos annos. Aqui está a noticia: ?Na villa de Aveiro, e em todas as suas visinhan?as nasce uma erva, a que os naturaes chamam erva formigueira, porque pisada tem o cheiro como de formigas pisadas; e a ha em tanta quantidade

ssimos. Se alguma companhia entrasse em explora??o d'aquella mina, quem sabe se, fechados os portos á erva indiatica, poderiamos ainda com o nosso chá amortisar a divida externa, e metter a Europa n'uma infus?o de erva formigueira? Raz?o tinha o patriota doutor Olho de V

mbarcou a clinica dos mais acreditados, e manteve-se com recato e honra no tocante ás venialidade

e sua pessoa, rubras e sadias d'aquelle antigo sangue e pojante saude do Porto, e

aranguejo e esterco de rato fresco.22 O cora??o cedia á freima com que elle trazia empunhada a cabe?a em estudos medicos, estudos poeticos, toda a casta de sciencia, como sujeito que t

o em sua companhia uma filha. A enferma, desenganada pelos medicos na sua terra, ia pro

ora lhe acudia a lembran?a de que deixava n'este mundo sua filha desamparada, sem parentes, bem que ella os tivesse ricos. Bem quizera Braz Luiz, com a alma poetica e affectuosa que tinha, entrar no segredo d'aquellas duas vidas; mas as reservas das senhoras impunham respeito e calavam-lhe de prompto as investiga??es indelicadas. D. Josep

o nascimento, desgra?ada menina. Agora, que vae morrer a mulher maldita dos seus, vae tu procurar os teus parentes,

e a noss

meus filhos-mur

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O Olho de Vidro
O Olho de Vidro
“Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco foi um escritor português, romancista, cronista, crítico, dramaturgo, historiador, poeta e tradutor. Foi ainda o 1.º Visconde de Correia Botelho, título concedido pelo rei D. Luís. Foi um dos escritores mais prolíferos e marcantes da literatura portuguesa. Há quem diga que, em 1846, foi iniciado na Maçonaria do Norte,o que é muito estranho ou algo contraditório, pois há indicações de que, pela mesma altura, na Revolta da Maria da Fonte, lutava a favor dos Miguelistas como "ajudante às ordens do general escocês Reinaldo MacDonell", que criaram a Ordem de São Miguel da Ala precisamente para combater a Maçonaria. Do mesmo modo, muita da sua literatura demonstra defender os ideais legitimistas e conservadores ou tradicionais, desaprovando os que lhe são contrários.Teve uma vida atribulada, que lhe serviu muitas vezes de inspiração para as suas novelas. Foi o primeiro escritor de língua portuguesa a viver exclusivamente dos seus escritos literários. Apesar de ter de escrever para o público, sujeitando-se assim aos ditames da moda, conseguiu manter uma escrita muito original.Dentro da sua vasta obra, também se encontra colaboração da sua autoria em diversas publicações periódicas como O Panorama, a Revista Universal Lisbonense, A illustração luso-brasileira (1856-1859), Revista Contemporânea de Portugal e Brasil (1859-1865), Archivo pittoresco (1857-1868), A Esperança (1865-1866), Gazeta Literária do Porto (1868) (também chamada de Gazeta de Camilo Castelo Branco devido à sua extensa colaboração como redator), a revista literária República das Letras (1875), Ribaltas e Gambiarras (1881), A illustração portugueza (1884-1890), e a título póstumo nas revistas A semana de Lisboa (1893-1895), Serões (1901-1911) e Feira da Ladra (1929-1943) (font: Wikipedia).”
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