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O Olho de Vidro

Chapter 7 No.7

Word Count: 1983    |    Released on: 04/12/2017

honestidade

us magicos dedos, sacudiu a canga do artificio e mostrou-se homem genuino. Deu elle tento de que os seus collegas todos eram familiares do

o c?o, que

'aquelles c?es do Tejo que bebiam muito devagar, bandeou-se com elles, e atiro

bons galans que se ajoelharam diante d'ella até aos trinta annos, e se purificaram da idolatria, desde que as flores do rosto, desbotadas

a os achaques eram tantos e tamanhos que Braz Luiz escassamente se podia desobrigar de acudir-lhe tres vezes por dia com agua de Inglaterra, com pedra cor

do medico, o tatear d'elle no pulso arreado de manilhas, o apalpal-a nas costellas sobre e sub-jacentes ao cora??o. No cora??o nomeadamente é que ella dizia ter a morte, o morder e repuchar de dentes

estranhas no meu co

osissimas palpita??es. Da austeridade de medico passou ás branduras de amigo que muito lhe devia, porque a

u D. Claudia, referindo a sua condescendencia n?o tanto a

untando o peito de uma formosissima mulher, que tinha parte de demonio tentador do santo, emquanto assentava a outra m?o sobre um brazeiro

u a untura anodyna com tanta serenidade e quieta??o de corpo e alma, que só isso lhe bast

ais e alquebramento da enferma. Afinal, cessaram de todo os gemidos por um susp

diu-se da dama, que lhe acenou de m?o e cabe?a t?o leveme

racejou enraivecida, e despregou a murros phreneticos uma cor

A fidalga quiz atirar-lhe á cara com a ta?a

ue estava a senhora. O fidalgo, avesado a taes manhas, respondeu c

chamar o Ol

inda agora

r, que entre de novo, que fa?a o que ella quizer,

m se

rapida cura das convuls?es de cora??o de D. Claudia com unturas de enxundia de pato e o

almente contra a sua da

cora??o que lhe estava destro?ando o peito. Fallou o doutor em ventosas sarjadas. A

e torne geral. Eu vou receitar; mas requer tempo o preparado do remedio. Senhora Anacleta-continuou o doutor voltando-se para a criada grave-mande p

vinhos da India an. unc. semiss. o que tudo primeiro se pize em almofariz, e se amasse com oleo de minhocas, e assim se introduza no ventre do p

RE

a doente algum tanto melhor

a senhoria que em casos analogos me tenho dado excellentemente com os banho

ngulhosa-uma raposa! Que immunda coisa

lquer caseiro das suas terras do Alemtejo ou Beira, com ordem de

e abriu um sorriso jovial, á volta com um gemido, como

tá mais alliviada

ucachi

confiado na efficacia da distrac??o.-A lingua da raposa trazida ao pesco?o

ira-Ai! doutor, ha quebrantos sem cura! Ha arê

é tanto assim. Contra esses temos os prodigio

eatura mais ajuizada. Ten??es e protestos n?o montam nada. Que me faz a mim dizer: n?o hei de pensar mais n'isto ou n'aquillo? Apega-se a gente com todos os santos. Fazem-se rezas e promessas. Lembra-se tudo

vam por entre o reposteiro-os olhos da engra?ada e trigueira aia de D. Claudia-por pouco n?

senhora, é assim

ue remedio sabe vossemecê p

conveniente, porque só n'aquelle instante percebera, com

doutor...-volveu ella, ancios

s modos de possess?o, além dos

u a fidalga-Pois a paix?

..-balbuci

amor tinha feito em senhoras de sua amizade, n?o poupando na rela??o das taes diabruras secretas as suas mais proximas consanguinaes, e

dico, cujo olho, de instante a instante, punha fito ao reposteiro, e

etorceu-a rapidamente de novo olhando ao local suspeito, e entreviu a cabe?a da sua cri

-Agora entendo!-E, correndo ao reposteiro

asa. Rua! N?o quero testemunhas nem es

to de Braz Luiz de Abreu, que assistia

a tambem se cura com os prodigiosos n?o sei que (o doutor tinha dito ?alexi

ou uma ri

udeou o doutor, en

... está explicada... Assim devia ser. Lé com lé, n?o falha o dictado. Cuidei que as minhas criadas ser

. perdoe-me dizer-lh'o, porque nunca cuidei de dizer isto a pessoa de sangue t?o illustre

e bengala, fez uma

inhada, com o nó esterico nos gorgomilos-Fa?

fegante de despeito e tedi

dica!... E eu dar-lhe as unturas com a boa fé do mais soez en

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O Olho de Vidro
O Olho de Vidro
“Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco foi um escritor português, romancista, cronista, crítico, dramaturgo, historiador, poeta e tradutor. Foi ainda o 1.º Visconde de Correia Botelho, título concedido pelo rei D. Luís. Foi um dos escritores mais prolíferos e marcantes da literatura portuguesa. Há quem diga que, em 1846, foi iniciado na Maçonaria do Norte,o que é muito estranho ou algo contraditório, pois há indicações de que, pela mesma altura, na Revolta da Maria da Fonte, lutava a favor dos Miguelistas como "ajudante às ordens do general escocês Reinaldo MacDonell", que criaram a Ordem de São Miguel da Ala precisamente para combater a Maçonaria. Do mesmo modo, muita da sua literatura demonstra defender os ideais legitimistas e conservadores ou tradicionais, desaprovando os que lhe são contrários.Teve uma vida atribulada, que lhe serviu muitas vezes de inspiração para as suas novelas. Foi o primeiro escritor de língua portuguesa a viver exclusivamente dos seus escritos literários. Apesar de ter de escrever para o público, sujeitando-se assim aos ditames da moda, conseguiu manter uma escrita muito original.Dentro da sua vasta obra, também se encontra colaboração da sua autoria em diversas publicações periódicas como O Panorama, a Revista Universal Lisbonense, A illustração luso-brasileira (1856-1859), Revista Contemporânea de Portugal e Brasil (1859-1865), Archivo pittoresco (1857-1868), A Esperança (1865-1866), Gazeta Literária do Porto (1868) (também chamada de Gazeta de Camilo Castelo Branco devido à sua extensa colaboração como redator), a revista literária República das Letras (1875), Ribaltas e Gambiarras (1881), A illustração portugueza (1884-1890), e a título póstumo nas revistas A semana de Lisboa (1893-1895), Serões (1901-1911) e Feira da Ladra (1929-1943) (font: Wikipedia).”
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