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O Olho de Vidro

Chapter 5 No.5

Word Count: 2310    |    Released on: 04/12/2017

eloquenc

noticia do serm?o de 1706, por ser elle do ascetico e sapientissimo auctor da Aguia do Empyreo. Póde ser que ainda a muitos curiosos d'estas christ?s leituras o serm?o de fr. Francisco de Santa Maria seja desconhecido,

em e juntamente Deus; terceiro, que o Messias, homem e Deus, é Jesus de Nazareth, crucificado por aquelles, ou pelos

move a favor do geral da c

enho ou levo outro fim n'esta ac??o, mais que a maior gloria de Deus, a defensa da verdade, o triumpho da fé, o remedio da vossa cegueira, a salva??o da vossa alma; e, s

Francisco de Santa Maria. Esteve-se quêdo alguns segundos n'aquella contempla??o, e sorriu-se, a tempo que

ue viram o sorriso do hebr

ha se o marrano s

a??o dos seus tres pontos, que foi completissima

sendo nós idolatras ha tantos seculos, e sendo vós ha tantos seculos cultores do verdadeiro Deus; sobre vós ha tantos seculos que chovam os castigos, e sobre nós os favores? Sobre vós os castigos! Bem o vêdes, pois vos vêdes ha tantos seculos sem patria, sem

pelo christianismo. Quereria, talvez, o israelita, sem embargo de se lhe estarem alcatroando as achas da fogueira, perguntar ao loyo se os mahometanos, apezar da bruteza e crassa estupidez de sua fé, eram menos felizes terrealmente

que Deus n?o obrara milagre algum em confirma??o da lei de Moysés. D'isto a prova mais in

acidade do fogo, nunca se viu em algum de vós algum prodigio. Que é isto? Assim deixa Deus a verdade escur

acerdote de Christo levaram-lhe ás carnes o calefrio horrendo das d?res que o aguardavam para o fim d'aque

onspicuo sujeito, o author do Céo aberto na terra apostrophou primeiro os con

e pedia-lhes pelas entranhas de

er affrontosa e violentamente é desgra?a; mas sobre tudo isto, salvar a alma, é a maior ventura. Oh, que felizes sois, digo outra vez, se sa

flacido ou em cama de brazas vivas é uma e a mesma coisa: é natureza; mas o importante alli para o caso já n?o era o ir-se um homem de este mundo ao outro por eff

oz os olhos sobre o confitente Heitor Dias d

is em outro fogo, que para sempre dura. Oh filho da minha alma, é possivel que assim vos deixeis guiar só da vossa imagina??o, e vos ateis t?o fortemente á vossa teima em um negocio da tanta importancia? T?o pouco vae em salvar ou condemnar para sempre? Quero crer de vós que em qualquer negocio d'esta vida n?o havieis de obrar sem conselho, sem reflex?o, sem madureza; e em um negocio, em que vae a vida et

ua latina, e muito menos a hebrea. N?o o tomeis por injuria-ajuntou o orador, certamente improvisando, como visse um gesto de repugnancia desdenhosa e despeitosa no aspecto do confitente-n?o o tomeis

atar-lhe a alma, que o corpo esse já n?o ha eloquencia nem perd?o divino ou huma

?o, convertere, convert

aos coros angelicos e dae este gosto aos espiritos bem aventurados, dae este gosto a todo este numerosissimo e luzidissimo auditorio, que todo deseja com muitas veras a vossa vida e a vossa salva??o. Na vossa m?o tendes a vida e a morte, a salva??o e a condemna

dro II, e seus filhos; e bem assim o eminentissimo senhor cardeal D. Miguel Angelo Conti, arcebispo

tico; porque, tres mezes e sete dias depois d'a

nos fosse coroar-se ao capitolio dos anjos, como piamente crêmo

cular foram conduzidos a uma das salas da santa cas

da, embora fingissem lavral-a depois de um banal interrogatori

xado Heitor

S

nde

illa

ma Trindade, Padre, Filho, Espirito San

o c

m que o presiden

utoando a senten?a, ergueu

ra ouvir le

em pé-respo

o presidente

?o leu o

ro, e declarar que n?o cria em nossa santa fé catholica, sen?o na lei de Moisés; o que assim visto, e disposi??o de direito em tal caso, condemnam ao reu que com bara?o e preg?o pelas ruas publicas e costumadas seja levado á ribeira d'esta cidade, e ahi seja levantado em um poste alto, e queimado vivo, e feito por fogo em pó, de man

s. Os dois hebreus, que tinham assistido ás leituras de suas senten?as em anciados gritos, iam desacordados nos bra?os dos quadrilheiros

o de andrajos, com tregeitos de louco enfurecido, rompeu a m

. Fitou-o com horrivel estremecimento; ia a proferir uma palavra, e suffocou-

ou antes de ti avisar tua m?e que por ins

eu de um vidro um trago de pe?onha, a

em, meu pae!-exclamou Heito

o principiavam pouco depois, e n?o foram mais longas. Antes de sent

afejavam tepidas. El-rei passeava nas barandas do pa?o da Ribeira, aspir

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O Olho de Vidro
O Olho de Vidro
“Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco foi um escritor português, romancista, cronista, crítico, dramaturgo, historiador, poeta e tradutor. Foi ainda o 1.º Visconde de Correia Botelho, título concedido pelo rei D. Luís. Foi um dos escritores mais prolíferos e marcantes da literatura portuguesa. Há quem diga que, em 1846, foi iniciado na Maçonaria do Norte,o que é muito estranho ou algo contraditório, pois há indicações de que, pela mesma altura, na Revolta da Maria da Fonte, lutava a favor dos Miguelistas como "ajudante às ordens do general escocês Reinaldo MacDonell", que criaram a Ordem de São Miguel da Ala precisamente para combater a Maçonaria. Do mesmo modo, muita da sua literatura demonstra defender os ideais legitimistas e conservadores ou tradicionais, desaprovando os que lhe são contrários.Teve uma vida atribulada, que lhe serviu muitas vezes de inspiração para as suas novelas. Foi o primeiro escritor de língua portuguesa a viver exclusivamente dos seus escritos literários. Apesar de ter de escrever para o público, sujeitando-se assim aos ditames da moda, conseguiu manter uma escrita muito original.Dentro da sua vasta obra, também se encontra colaboração da sua autoria em diversas publicações periódicas como O Panorama, a Revista Universal Lisbonense, A illustração luso-brasileira (1856-1859), Revista Contemporânea de Portugal e Brasil (1859-1865), Archivo pittoresco (1857-1868), A Esperança (1865-1866), Gazeta Literária do Porto (1868) (também chamada de Gazeta de Camilo Castelo Branco devido à sua extensa colaboração como redator), a revista literária República das Letras (1875), Ribaltas e Gambiarras (1881), A illustração portugueza (1884-1890), e a título póstumo nas revistas A semana de Lisboa (1893-1895), Serões (1901-1911) e Feira da Ladra (1929-1943) (font: Wikipedia).”
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