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O Olho de Vidro

Chapter 3 No.3

Word Count: 1310    |    Released on: 04/12/2017

das bes

r seu tempo em letras que lhe abrissem carreira de gloria. Fechada sabiam elles que ella estava aos hebreus, salvo a das sciencias; folgariam de o ver luzir entre

sua vida. Francisco de Moraes, confiado na discri??o do mo?o, concedeu-lhe licen?a. Heitor pediu que o deixasse levar com elle o seu irm?osinho Braz Luiz, para, desde os de

uem fosse aquelle menino. Apresentava-o como orph?o pobrinho, cuja educa??o elle tomára a seu cargo. O pequeno já tambem mal se recordava dos seus bemfeitores, e quando fal

s especies hoje distinctas, o hebreu de Villa Fl?r, mais descuidada que intencionalmente, defendeu proposi??es que destoaram asperrimamente nas orelhas orthodoxas dos ex

le tambem resava por um livrinho de ora??es. Apresentaram-lhe diversos livros de piedade para que d'entre elles escolhesse o da sua resa. O pequeno sentiu um bate no cora??o, comprehendeu instantaneamente o perigoso d'aquelle interrogatorio, e saíu-se bem do aperto, indicando o cathecismo de fr. Bartholomeu dos Martyres.

ri??o porque passára o menino sobre o cathecismo christ?o. Francisco de Moraes agourou mal d'este exame, e pediu ao filho que, em vez de voltar a Coimbra, se

nte instruido, cortava-lhes as voltas com respostas por demasia atiladas; de

l?r, se n?o eram sinceros judeus, tambem n?o eram sinceros catholicos. Qualquer das coisa

es elle se desembara?ava, dando-se como ignorante de subtilezas e aceitando os dogmas sem discuss?o. O conceito do

formatura, sem acontecimento que o

oimbra o pae que se queria deixar morrer na alcova d'onde lhe levaram o cadaver da esposa. A convivencia do filho deu

rosto coberto de lagrimas, quando sua alma estava a mendigar palavras de consola??o, porque via alli o pae moribundo, tinha de explicar ás cataduras severas dos frades e visinhos a turva??o de seu pae, e a, por isso, involuntaria priva??o de sacramentos. Redarguido nas satisfa??es que dava, replicou talvez com descomed

que já tinha fechadas as pal

de que o orph?o, esquecido do nome de seus paes, sen?o engeitado d'elles, n?o tinha culpa minima do hebraismo de quem o protegia. N'este mesmo parecer assentaram os frades dominicanos: honra lhes seja. E, portanto, Braz Luiz conservou-se no collegio a expensas da casa, sem licen?a do reito

compaix?o dos mestres, que o consolaram com esperan?as seguras de que o seu pro

boa, por motivos mais ou menos extraordinarios, que n?o vingámos averiguar. O que a toda luz e

o menos o cora??o com algum sangue, aquelle cora??o de vinte e oito annos, para ainda se restaurar de encontro ao seio reparador d'

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O Olho de Vidro
O Olho de Vidro
“Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco foi um escritor português, romancista, cronista, crítico, dramaturgo, historiador, poeta e tradutor. Foi ainda o 1.º Visconde de Correia Botelho, título concedido pelo rei D. Luís. Foi um dos escritores mais prolíferos e marcantes da literatura portuguesa. Há quem diga que, em 1846, foi iniciado na Maçonaria do Norte,o que é muito estranho ou algo contraditório, pois há indicações de que, pela mesma altura, na Revolta da Maria da Fonte, lutava a favor dos Miguelistas como "ajudante às ordens do general escocês Reinaldo MacDonell", que criaram a Ordem de São Miguel da Ala precisamente para combater a Maçonaria. Do mesmo modo, muita da sua literatura demonstra defender os ideais legitimistas e conservadores ou tradicionais, desaprovando os que lhe são contrários.Teve uma vida atribulada, que lhe serviu muitas vezes de inspiração para as suas novelas. Foi o primeiro escritor de língua portuguesa a viver exclusivamente dos seus escritos literários. Apesar de ter de escrever para o público, sujeitando-se assim aos ditames da moda, conseguiu manter uma escrita muito original.Dentro da sua vasta obra, também se encontra colaboração da sua autoria em diversas publicações periódicas como O Panorama, a Revista Universal Lisbonense, A illustração luso-brasileira (1856-1859), Revista Contemporânea de Portugal e Brasil (1859-1865), Archivo pittoresco (1857-1868), A Esperança (1865-1866), Gazeta Literária do Porto (1868) (também chamada de Gazeta de Camilo Castelo Branco devido à sua extensa colaboração como redator), a revista literária República das Letras (1875), Ribaltas e Gambiarras (1881), A illustração portugueza (1884-1890), e a título póstumo nas revistas A semana de Lisboa (1893-1895), Serões (1901-1911) e Feira da Ladra (1929-1943) (font: Wikipedia).”
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