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O Olho de Vidro

Chapter 2 No.2

Word Count: 1630    |    Released on: 04/12/2017

ra m?

que devia ser familiar do santo officio, qualidade com que o maior numero de medicos d'aquelle tempo se nobilitava; e tanto assim era, que algum medico, privado d'ella, d

e tinha um tio que exercitara em Portugal a profiss?o de boticario, no Fund?o, até ao anno de 16

bastante com os promotores do santo officio; recommendando-lhe, porém, que visit

i violentada se prestasse a uma ostenta??o hypocrita, da qual

caido nas m?os dos inquisidores uma carta em verso, que Pedro Lopes, tio de Francisco Luiz d'Abreu, lhe escrevêra de Damasco. Esta carta indirectamente amea?ava a tranquillidade do lent

rias de Francisco Soares Nogueira, encontramos trasladada a carta, cuja copia n?o vem descabida ao ponto; e, se mais n?o vale, tem por si o merito de nos dizer como os boticarios hebreu

assim

ndo, oh

qu

rar teu

povo tor

estar ag

banda

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arra, quem

onte, dei

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obos com

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, e ingranzava as contas das camaldulas, de modo que os ouvidos dos devotos podessem contar-lhe os quinze mysterios do rozario. Porém, como se a hypocri

ava da sinceridade do doutor; e o doutor, n?o menos vigilante que ella, cada

ados de si, e menos pensativo do futuro do pequeno. Francisca de Oliveira, por sua parte, queria muito á crean?a; mas n?o era bem o querer e amar maternal: faltava-lhe a

no? onde o deixaremos?-pergu

os levar sem d

de fugir; e escapar com uma crean?a desembara?adamente ninguem o faz. Bem sa

dos nossos paren

entes; porque o rapaz é consider

a historia d'esta crean?a, e lhe ha de servir de pae com os sobejos da sua riqueza. N?o ha t

ferecido pelo doutor Abreu, como por ser o orph?osinho filho do desventurado i

s quizesse mitigar as angustias desconhecidas, que via no rosto lagrimoso de sua m?e. Já ella pedia ao marido que n?o deixasse o menino; vacillava já tambem o doutor; e, m

da, e lan?ou pesquizas. Informaram-no de alguns processos de liquida??o de patrimonios e venda de bens, que o doutor Abreu rapidamente negociára n

de Lisboa com destino a Inglaterra. Negaram-lhe passaporte. Aterrado d'esta contrariedade, significat

piedade do piloto de uma nau portugueza destinada á India, introduziu no navio o doutor e sua mulher, considerados mercadores e proximos parentes do piloto. As arcas de suas preciosidades entraram com o

guntou pela m?e. Ai! se ella o fosse, n?o

oltariam passados alguns dias. A crean?a chorou em silencio, como quem conhecia que o p

o hebreu de Villa Flor

divertindo. Heitor quiz instituir-se mestre do a b c do pequeno; mas as gra?as infantis do discipulo encantavam-no por maneir

itivos hebreus eram apenas brevissima

mêdo de que, n'alguma hora, a inquisi??o lhe quizesse galardoar a astucia no escape do sobrinho de Pedro Lopes, accendend

itor, contando como elemento de sua boa sorte a posse do orph?o, que,

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O Olho de Vidro
O Olho de Vidro
“Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco foi um escritor português, romancista, cronista, crítico, dramaturgo, historiador, poeta e tradutor. Foi ainda o 1.º Visconde de Correia Botelho, título concedido pelo rei D. Luís. Foi um dos escritores mais prolíferos e marcantes da literatura portuguesa. Há quem diga que, em 1846, foi iniciado na Maçonaria do Norte,o que é muito estranho ou algo contraditório, pois há indicações de que, pela mesma altura, na Revolta da Maria da Fonte, lutava a favor dos Miguelistas como "ajudante às ordens do general escocês Reinaldo MacDonell", que criaram a Ordem de São Miguel da Ala precisamente para combater a Maçonaria. Do mesmo modo, muita da sua literatura demonstra defender os ideais legitimistas e conservadores ou tradicionais, desaprovando os que lhe são contrários.Teve uma vida atribulada, que lhe serviu muitas vezes de inspiração para as suas novelas. Foi o primeiro escritor de língua portuguesa a viver exclusivamente dos seus escritos literários. Apesar de ter de escrever para o público, sujeitando-se assim aos ditames da moda, conseguiu manter uma escrita muito original.Dentro da sua vasta obra, também se encontra colaboração da sua autoria em diversas publicações periódicas como O Panorama, a Revista Universal Lisbonense, A illustração luso-brasileira (1856-1859), Revista Contemporânea de Portugal e Brasil (1859-1865), Archivo pittoresco (1857-1868), A Esperança (1865-1866), Gazeta Literária do Porto (1868) (também chamada de Gazeta de Camilo Castelo Branco devido à sua extensa colaboração como redator), a revista literária República das Letras (1875), Ribaltas e Gambiarras (1881), A illustração portugueza (1884-1890), e a título póstumo nas revistas A semana de Lisboa (1893-1895), Serões (1901-1911) e Feira da Ladra (1929-1943) (font: Wikipedia).”
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