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O Annel Mysterioso, Scenas da Guerra Peninsular

Chapter 2 No.2

Word Count: 2973    |    Released on: 04/12/2017

nta da

leguas de Braga, sobranceiro á aldeia de Carvalho d'éste. A morgada, senhora de uns sessenta annos, deixava entrever nas sombras da physionomia a tempestade

inha casa, do que um pobre capit?o do exercito poderia sustentar dois filhos. O padre capell?o administrava as propriedades. Que me restava a mim para n?o morrer de aborrecimento durante o dia? Augusta, a crian?a que me tinha sido confiada. Era ella a minha unica distrac??o, o meu unico amor; ha dez annos que este tecto lhe abriga a innocencia, e ha dez annos que eu aben??o a resolu??o de a chamar para amparo da minha velhice. Olhe que os annos tornam a gente egoista,{11} padre capell?o; a abnega??o é só apanagio da mocidade. N?o pense que me bastava a unica distrac??o do voltarete; é sempre a mesma cousa! Quando eu pe?o licen?a o padre capell?o prefere, e o Teixeira dá-lhe codilho. Tambem é boa embirra??o a sua de prefer

morgada, que a occa

udessem pagar o r

ina, a comer-nos os olhos da cara. Nem as egrejas respeitou, o maldito! A senhora morgada ainda fala em pedir o resto da

tos que curti aqui durante a primeira invas?o. Se no Porto

dministro mal! Administro mal, administro, porque n?o for?o os caseiros a pagarem o resto das rendas para vossa senhoria o ir

se importa pouco com o calendario, e acha que todo o tempo é tempo. é que tambem n?o imaginam que se esconda a pobresa detraz de pergaminhos e genealogias. Pois esconde, se esconde! Sabe o padre cap

o mar, senho

sta, cerrando ouvidos ao bulicio da cidade que está proxima. N?o posso fazer despeza

indispensaveis, s

s portas na face do velho Teixeira, amigo leal da nossa casa desde a mocidade de meu marido? Sabe o padre capell?o como o morgado deixou as proprieda

absten

e impossivel soccorrer a m?e; soccorri a filha. Eu n?o podia ir mais longe, sen?o teria ido. Sempre contrariedades! Sempre o padre capell?o a annunciar-me algum novo desastre! Ah! mas d'esta vez creia que n?o haverá desastre nem contrarie

ut

r?o. O padre capell?o por sua propria m?o recebe os juros das quantias que tem desembol?ado, e creio que as propriedade

?o qu

e, e evidenciar-lhe que lhe n?o ca

ora morgada, sou a dizer-l

N?o é meu costume questionar

o reverendo com um frouxo de tosse que denunciava es

culou de incred

meio dia para os estimular ao trabalho. As horas feriadas de canceiras externas passo-as á banca a fazer a escriptura??o ou no quarto a rezar as minhas ora??es. Tenho envelhecido ao servi?o de vossa senhoria, e o magro peculio do pobre padre ao trabalho o devo. E o mais é que já vou achando ser horas de descan?ar... Vejo porém que n?o seria fac

elmente ironica-desinteressada dedica??o, que tenho batido á sua porta sempre que a necessidade me obriga a incommoda

ossa senhoria, atalhou o padre, curva

de incommodal-o, posto que eu n?o seja dos de

i?o é má para todos.-E proseguiu mirando ao alvo que elle queria

ugiriam decerto, e a edade do padre capell?o n?o lhe permittiria defender duas mulheres, ambas timidas, uma porque é velha, e outra porque é nova. Além de maior seguran?a que offerece o Porto, como grande cidade que é, Augusta poderá d'ali seguir melhor a sorte de seu pae e seu irm?o nos combates. N?o estará para aqui anciosa sem receber noticias que a tranquillisem. Aqui, quando ha guerra, apenas se sabe que ha gue

mulado a precisa resistencia á partida

orgada, ponhamos os pontos nos i

em moeda

senhora morgada, e eu

de obter essa quantia, que eu ced

to n?o será possivel

ate o padre capell?o de nego

só em grande estreiteza deixa d'abrir a sua. ámanh? falaremos, senhora morgada. Vou faz

a em direc??o

eguid?o, como o encarcerado que conquista a liber

e que conservo porque me n?o permitte o animo nem a edade travar lucta com t?o

inha, e esperou com os olhos fitos

dorme? p

senhora

e a mesa. Quando bater o s

ditas, resoou a

ta??es de Lisboa eram tantas, e t?o dispendiosas, que n?o admirava que um cortez?o immolasse a celebradas{16} damarias o seu opulento morgado do Minho. Alguma coisa salvára porém o velho aulico do muito que na c?rte consumira. Trouxera de lá a palaciana c

correu a morgada a per

s nos traz v

oas noticias quando a tempestade, que s

a relanceando um olhar d'alegria á porta

esculpar a ligeireza com que alinhavara as su

disse o Teixeira sentando-se a um gesto da morgada.-Venho tarde, e porei por desculpa d

dado que entre por ahi de improviso a minha neta, que se recolheu aos seus quartos, por

lidos heroicamente, disse

ou o padre capell?o

lgo pr

om a agua que tem caído, por se arreceiarem da cheia. Trouxeram por terra

pell?o{17} lembrando-se de que n?o haveria

r... observ

inimigo, e que mandou fazer fogo de fuzilaria. Um dos barcos foi a pique; outro despeda?ou-o o mar. Os francezes dos trez primeiros barcos refugiaram-se no Camarido. Estes desastres deram alento aos paisanos, que se embarcaram para atacar o inimigo no rio, protegidos pela artilharia da Areia Grossa e da Insua, e pelos soldados do 21. Os francezes, con

rompeu o padre para quem toda a prosodia era d

roezas, continuou placidamente o fidalgo. Até as m

d?am... observou imp

a morgada, o que mais dava que falar era a coragem de trez rapazes de Valen?a, que se arrojaram a ir encravar um morteiro, que os franceze

enhoria: entrar?o ou n?o entr

derosos e por mais d'uma parte poder?o entrar, ao passo que os nossos, dividido

uerra! disse de improviso a morgada ouv

de responder porque sentiu

exclamou Augusta com

amavelmente o fidalgo; a n?

nvidando a morg

ateria dos codilhos contra a muralha de preferencias do nosso reverendo. En

o entrar por Chaves, porque o castello está desmantelado, disse

um tempo, incluindo Augusta,

do elles entrarem. Vamo

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O Annel Mysterioso, Scenas da Guerra Peninsular
O Annel Mysterioso, Scenas da Guerra Peninsular
“O Annel Mysterioso, Scenas da Guerra Peninsular by Alberto Pimentel”