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sombrias-rasto que só um ou outro escriptor se compraz em prucurar desde a cadeia ao degredo, do albergue ao cemiterio-avulta na tradi??o portuense um homem que por l
o alto amassado, sobrecasaca abotoada, pendente a medalha de prata da guerra peninsular, annel d'ouro na m?o esquerda, na bocca o enorme cigarro que elle proprio manipulava com pontas de charuto, seguido do c?o fiel, que se chamava Junot, por mo
elle, sentado á porta de um café, especialmente o do Jardim de S. Lazaro, come?ava a tanger melancolicamente a sua guitarra, na qual execut
icava, que estava rememorando maguas intimas, segredos da sua vida obscura, sem que parecesse
acordadas no imo peito, voltava a tanger na guitarra uns dulcissimos arpejos que finalmente
ruas da cidade, sem todavia dirigir-se aos transeuntes e recebendo impassivel os óbolos que jámais solicitava. E o c?o, o leal companheiro de i
o inquieto rapazio conhecesse que a velhice lhe desnervava o bra?o, entrava de levantar celeuma atroadora, em que
amigo, entre uma popula??o inteira, que o apupava, o c?o fiel, e por consola??o unica a s
ntre os dedos, e o c?o denunciava comprehender a guitarra, como que ligeiramente se commovia a turba acatasolada, mas d'ahi a pouco, q
rrista: ?O teu c?o sente e n?o fala; eu falarei por elle. Soffres decerto muito e precisas consola??o. Eu sou tambem muito infeliz, muito mais do que tu, porque n?o t
risa a si mesma. Só lhe falavam para chasqueal-o, para lhe cuspir na face a
s suas recorda??es. O annel, que trazia na m?o esquerda, podia matar-lhe talvez um dia de fome, mas n?
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