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Os fidalgos da Casa Mourisca Chronica da aldeia

Chapter 10 No.10

Word Count: 3852    |    Released on: 06/12/2017

mulher as suas novas condi??es de vida, e de entregar-se de alma e vontade ao cumpri

quelle dia, avivando tudo quanto pudesse fazer-lhe lembrar

omno d'aquella noite, e procurou distrahir-se, estudando

?es de animo d'estes tres personag

n'isso uma distrac??o poderosa e quasi um intimo prazer. As caricias dos irm?os commoviam-n'a, e foi já com desassombrada alegria que, tomando um d'elles ao collo e dando a m?o ao outro, atravessou os campos cultivados, os vinhedos e os lameiros da Herdade, e foi sentar-se no limite d'ella, junto

m colher, saltando por entre as searas e nos caminhos de passagem, e ella

intimo contente, que se p?z a cantar a meia

sinhas, mas julgou-o produzido por algum passaro, agitando-s

pararem enleiados e olharem para a sebe que a separava da rua proxima. Bertha voltou-se na direc??

e sem poder occultar de todo a confus?o que experime

ahi ha

omentos, ao

zer o

a e a o

pouco se

ue n?o será novo pa

uma fonte e umas c

ue está a novidade. Se a Bertha soubesse que genero de figuras femininas

sto com as su

o as li

resso eu tam

tos de sua natureza superior. Seu pae, julgando tomar uma resolu??o espontanea, ao mandal-a para a capital, obedeceu, sem o saber,

ltei, sinto um bem-estar, que me prova que é esta a minha verd

o tardará que se t

?o, n?o

m aqui, privada de satisfazer as aspira

de espirito me supp?e ent?o? Q

, a satisfaria a vida da immensa maioria da

ue ha de sa

e fazer d'isto que se sente na nossa idade, quando

o simplesmente Bertha da Povoa,

o pade?o eu, gra?as a Deus. D'entre os preclaros membros das casas fidalgas d'estes arredores, posso assegurar q

s s?o t?o leves, t?o realisaveis! Satisfazem-se com estes cuidados caseiros; e fóra d'isto, n?o me sinto bem. Para fazer a vontade a meu pae, seg

aldeia, porque tem já sentidos educa

com um for?ado gesto de des

io per

interrog

e se quer que lhe falle a verdade,

o que é

as fóra d'ahi...-disse Bertha, simu

a, interrompeu n'este ponto o dialogo. Bertha despediu-se amig

prosaicas tradi??es da familia? N?o creio. Antes é astuciosa e dissimulada. N'esta apparente singeleza de gosto

trabalhando n'es

incando com os irm

o meu cora??o, que ainda n?o experimentei. Antes quero evitar o ensejo, antes quero n?o luctar. Chamam-me uma rapariga de juizo. N?o sei, n?o sei se o sou, n?o o posso saber nem quero. ás vezes... desconfio de mim... receio... assusto-me. Sentia-me

visita de algumas rela??es da familia, que vinham f

das impertinencias com que a interrogavam so

a vista entre o rosto de Bertha, que t?o grata perspectiva era para o seu amor de m?e, e o dos s

correu

de querer saber, de fazer reflex?es sobre o que ouvia; e Luiza, a sancta mulher, muitas vezes

porque tinha que communicar-lhe a respeito de negocios que tractára no Porto e Lisboa. Ouviu-se porém o ladrar dos

sse Luiza para o homem.-

emos hoje basta

arto-acrescentou Luiza, que sahiu

recia na sala, em que f

de que vagamente se temia, chegára emfim. Achava-se em frente do perigo desconhecido, de que sentia in

ar rapido, mas penetrante, e desviou-o logo. O espir

e o perigo, que tan

nte do do irm?o, acolheu-o com mais franqueza e menos precau??es do que

islumbre de galanteio, que se parecesse com as finezas

estituida aos seus. Espero que ain

ge-respondeu Bertha, sem poder dei

seguiu no

dades. Mas quero acreditar que a sua memoria des

z fitar os olhos em Bertha, mas

cidade. Vivem-se annos longe d'ella, e na volta parece que as mesmas arvores e as mesmas fl?r

u mudan?a

, mas sem melhor resul

rt

ra nós n?o ha esta??es; as folhas que v

e encontrou sobre a mesa; e a fronte contrahiu-se-lhe levemen

ndo-o com a curiosidade que despertava naturalmente no s

rge principiarem

se d'elles, e fo

nha rapariga, snr. Jorge?-

a pouco intelligiv

er que foi nascida e creada aqui, n'este palheiro e no

que os dotes naturaes a auxiliem-murmurou Jorge, com

e ella sabe! o que ella leu! o que ella aprendeu! é d'uma pessoa fica

de todo despido de ironi

ada responde

dos seus desejos de entrar no exame das contas e documentos,

ir em procura de uns

janella, pegou machinalmente na obra de costura, ahi deixada por Bertha, mas logo a arrojou de si com impaciencia;

lio de Saint-Pierre, da histori

os labios o mesmo estranho sorriso, que mai

ideal. A final é o que eu digo. é como as outras. é uma rapariga da moda, pretenciosa, romantica e um pouco pedante... é o resultado do systema de Thomé... Fazer

margura, uma irrita??o, que el

iu, com cresce

das no collegio, e ha t?o pouca gente no caso de as apreciar n'esta aldeia, que n?o admiro que seja eu um dos eleitos. Emfim, s?o vaidades de rapa

nferencia. Notou comtudo o lavrador aquella noite, que J

voz melodiosa que, em outro aposento da

ma crian

anjos

s porta

s as vêr

ando o ouvido-é a minha B

a escutar, com

m suave encanto ao ouvir aquella vo

sce Junto do ber?o a ve

os maus

rapariga?-continuava Thomé, olha

cont

orme, me

egre o s

to na te

os anjo

o canto que lhe chegava aos ouvidos n'aquella monotona e melancolica m

ontrar um caminho direito para o cora??o d'aquelle pae extremoso, e comm

ultimas notas do can

concluida a conferencia; mas n'este mov

ha-se persuadido de que Bertha aproveitára de proposito o ensejo de fazer-se ouvir e de mostrar os encantos da sua voz agradavel e sonora; tactica vaidosa que muito escandalisava o caracter sisudo do rap

gia, que pensava funesta, mas, como succede quando em sonhos procuramos fugir a um perigo que no

e conduzia para o exterior da casa, abriu-se a porta de um quarto, meio alumiado por a froixa luz de uma lamparina, que ardia junto do ber?o de uma crian?a

stendendo-lhe a m?o, com uma express

rada, mas, dominando-se, correspondeu

boa noit

Thomé da Povoa, procurando sondar c

ocegou por fim. Trouxe-o para o meu quarto, porq

do lavrador, bei

ilha-tornou-lhe este, exulta

'elles a porta dos aposentos de Bertha e ouv

para libertar-se de uma oppress?o que o angustiava. Descobriu a fronte e s

ma doidice d'estas! Estou vendo que n?o é t?o facil ter juizo, como suppunha. Se isto fosse com Mauricio n?o adm

uma crian?a á meia luz da lamparina, e aquella gentil figura de mulher, collocada á entrada, com um dedo nos labios e

ge, encontrou este, contra o seu costume, sentado proximo da janella, com a cabe?a sobre o bra?

nte d'elle admirad

fazes

tou-se, e resp

que d

utra pergunta-que vi

i-me de lêr... vim to

uaria. Nada haveria mais natural do que tudo isso, se fosse com ou

to porém que esta noite n?o m

da nossa casa mais importancia do que ella merece. A final de contas sempre é tarefa que o frei Januario fez

-inquiriu Jorge,

perdidos de riso. Quem n?o está feia é a D?res, a pequenita do Jo?o Tavares; dois mezes que passem mais por aquella infancia e estará alli uma bella mulher. Mas que noite t?o sombria! Nem a luz de hontem em casa do Thomé! Hoje nem Be

o..

de distrac??o é es

lgum tempo ant

B

mente bem

o o teu genio, para esgotar a minha eloquencia di

to das tuas

pude d

di. Acho-a cada

A

stive com el

Jorge com eviden

já se sabe, n?o me descuid

m? E en

van?a nas respostas que obtive, quer-m

m,

orda??es de infanc

ecorda-se d

res que ella s

e, fingindo bocejar, mas com s

tamente a m?o ao

io. é tarde e eu t

em paz os livros, mais cedo do que co

com certeza me

eito de supp?r que eram promptas e profundas as impress?es que produzia no animo das mulh

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Os fidalgos da Casa Mourisca Chronica da aldeia
“Os fidalgos da Casa Mourisca Chronica da aldeia by Júlio Dinis”