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"A tempestade estava fazendo das suas lá fora. Abracei-me, envolvendo os braços ao redor de mim. Provavelmente a luz voltaria quando a tempestade acalmasse. Saí tropeçando, ainda sonolenta. Dirigi-me ao quarto do Isaac e o encontrei adormecido. Da moldura do seu quarto, observei-o com um meio sorriso. Ele era uma criança incrível, não se abalava com os estrondos dos relâmpagos ou trovões. Mas o pequeno corajoso que dormia profundamente também era sensível a alergias a gatos e cachorros.
Além de ter medo do escuro, mas quando dormia profundamente, não tinha medo de estar tudo sombrio ao seu redor. Entre coragem e medos, como todo ser humano, havia uma criança maravilhosa e inteligente.
Avancei sorrateiramente, não querendo acordá-lo, ele ficava ranzinza quando interrompia seus doces sonhos. Consegui me enfiar na cama com ele e o abracei. Ele apenas murmurou enquanto dormia e continuou cochilando. Deixei o telefone na mesinha e tentei dormir, ignorando que lá fora tudo estava tremendo.
...
De manhã, fui vítima de um jovem distribuindo beijos em todo o meu rosto. Assim eram as minhas manhãs; devolvi o gesto fazendo cócegas nele. Ele se contorceu sob o meu corpo como uma minhoca, quando me cansei, recebi a sua vingança. No final, eu o aconcheguei de propósito, ele ficava de mau humor quando eu dizia que ele ainda era o meu bebê, não importa se já tinha sete anos.
—Mamãe! —ele resmungou, com raiva, suas sobrancelhas grossas franzidas.
—Você pode ficar bravo se quiser, mas você é o pequeno da mamãe. —eu assegurei apenas para vê-lo irritado.
Ele estreitou os olhos, parecendo muito com Ismaíl.
—Eu não posso ser um bebê, lembre-se que sou o mais inteligente da minha classe. —ele declarou com o queixo erguido.
A cena matinal mais engraçada.
—Claro, não posso esquecer que tenho o filho mais inteligente deste planeta. Sobre isso, vá se arrumar, ou vamos nos atrasar para a escola e um garoto sabichão como você evita atrasos. —eu disse com doçura.
Ele abriu os olhos horrorizado. Sim, Isaac Lombardi odiava a falta de pontualidade. Por isso ele tinha um enorme relógio na parede do seu quarto, outro na mesinha e apenas para ter certeza de que ambos estavam marcando a hora correta, um no seu pulso esquerdo.
Sacudi divertida a cabeça e saí em direção ao meu quarto, eu precisava começar a me arrumar. Como todas as segundas-feiras, meu turno começava às nove em ponto. O que significava que eu estava contando os minutos, a boa notícia é que há alguns meses Kelly me incentivou a dirigir, aprendi rápido e tirei minha carteira de motorista, agora eu não pegava mais ônibus nem ficava histérica só porque todos os táxis estavam ocupados.
—Vamos tomar café! —eu avisei, terminando de fazer os ovos mexidos.
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